Manaus e outras 35 cidades seguem em nível de alerta; fumaça atinge nível perigoso no Amazonas

Concentração de partículas e suas consequências

A qualidade do ar em Manaus registrou níveis alarmantes de poluição devido à fumaça em Manaus, provocada por queimadas na região. No último sábado, 17, a concentração de partículas finas atingiu 404,3 microgramas por metro cúbico, representando uma cifra impressionante de 80,9 vezes superior ao limite recomendado anuais pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para a exposição a PM2,5. Esse cenário contraindica a saúde pública, uma vez que a OMS estipula que a média anual não deve ultrapassar 5 microgramas por metro cúbico, e a média diária, 15 microgramas. A presença dessas micropartículas no ar compromete a saúde respiratória e cardiovascular da população, elevando os riscos de doenças graves.

A situação emergencial resultou em ações como a suspensão das aulas na rede municipal, com o intuito de proteger crianças e profissionais da educação da inalação da fumaça nociva.

Origem da fumaça em Manaus

A fumaça que cobre Manaus e outras cidades do Amazonas se origina de queimadas que ocorrem no interior do estado e em áreas vizinhas. A poluição não é restrita à cidade, uma vez que os ventos podem transportar as partículas geradas por esses incêndios a grandes distâncias. Além disso, a falta de chuvas neste período contribui para a permanência da fumaça e dos poluentes na atmosfera.

fumaça em Manaus

As autoridades identificaram que muitos dos focos de incêndio têm origem humana e estão investigando se houve ações intencionais. O Ministério do Meio Ambiente reportou a abertura de pelo menos 120 investigações relacionadas aos incêndios, e a suspeita de possível coordenação em ações criminosas está sendo apurada. No entanto, até o momento, não há comprovação de que os incêndios foram cooperativamente organizados.

Medidas de combate aos incêndios

Em resposta à crise, o governo federal anunciou a intensificação das operações de combate ao fogo no Amazonas. Serão acrescentadas cinco aeronaves ao efetivo de combate, que passará de 11 para 16. Além disso, as Forças Armadas e a Polícia Federal irão apoiar as ações de fiscalização e combate às queimadas. A Defesa Civil Nacional também se mobilizou, disponibilizando R$ 14 milhões para logística e contratação de aeronaves adicionais.

Na área de saúde, uma base preventiva da Força Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS) será instalada em Manaus para coordenar a assistência em saúde frente à crise epidêmica. A expectativa é que essas medidas contribuam para mitigar os impactos da fumaça em Manaus e proteger a saúde da população afetada pelas queimadas.