Sana - 6º Distrito de Macaé/RJ - “O Paraíso das Águas”
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Turismo responsável

O fenômeno atual do rápido crescimento do turismo no mundo vem trazendo algumas importantes reflexões para governos, mercados, pesquisadores, ambientalistas e comunidades. Sabe-se que o turismo pode contribuir sensivelmente para o desenvolvimento sócio-econômico e cultural de amplas regiões e, ao mesmo tempo, em poucos anos, pode degradar o ambiente natural, as estruturas sociais e a herança histórico-cultural dos povos.

Há, no Brasil, uma grande lacuna por parte dos gestores públicos em entender que os governos, em todos os níveis, possuem papel central no desenvolvimento sustentado do turismo e, com a popularização do ecoturismo milhares de pessoas procuram os ambientes naturais para a prática de atividades de lazer que vão desde um simples passeio até a prática de esportes de natureza. A natureza precisa ser tratada com cuidado e respeito, não é possível realizar trabalhos de limpeza e recuperação da mesma forma como acontece nas cidades. Portanto, a proteção e a conservação dos destinos visitados depende muito do seu comportamento. Você visitante pode e deve ajudar a evitar e ou minimizar os impactos que o turismo pode trazer a uma determinada localidade, basta seguir as recomendações apresentadas a seguir:

— Certifique-se de que você possui uma forma de acondicionar seu lixo em sacos plásticos para trazê-lo de volta. Aprenda a diminuir a quantidade de lixo, deixando em casa as embalagens desnecessárias;

— O salvamento em ambientes naturais é caro e complexo, podendo levar dias e causar grandes danos ao ambiente. Portanto, em primeiro lugar, não se arrisque sem necessidade;

— As cachoeiras do Vale do Peito de Pombo só devem ser visitadas com acompanhamento de guias e o ingresso de visitantes ao vale é controlado a partir do ponto de apoio, no caminho das cachoeiras, pelos membros da ONG Pequena Semente e fundamentado em resolução nº 004 do Commads que limita o número máximo de visitantes nas cachoeiras em 400 (quatrocentos) pessoas por vez. Também não será permitida a prática de qualquer tipo de esporte ou tráfego de veículos motorizados e bicicletas, além do acesso de animais domésticos, limitando também as visitações diárias para o horário compreendido entre de 8h às 18h;

— Tenha certeza de que você dispõe do equipamento apropriado para cada situação. Grande parte dos acidentes e agressões à natureza são causados por improvisações, negligência e uso inadequado de equipamentos;

— Utilize as instalações sanitárias que existirem. Caso não haja instalações sanitárias (banheiros) na área, cave um buraco com quinze centímetros de profundidade a pelo menos 60 metros de qualquer fonte de água, trilhas ou locais de acampamento, em local onde não seja necessário remover a vegetação;

— Não construa qualquer tipo de estrutura, como bancos, mesas, pontes etc. Não quebre ou corte galhos de árvores, mesmo que estejam mortas ou tombadas, pois podem estar servindo de abrigo para aves ou outros animais;

— Resista à tentação de levar "lembranças" para casa. Deixe pedras, artefatos, flores, conchas etc. onde você os encontrou, para que outros também possam apreciá-los. Tire apenas fotografias, deixe apenas suas pegadas, e leve apenas suas memórias;

— Observe os animais à distância. A proximidade pode ser interpretada como uma ameaça e provocar um ataque, mesmo por parte de pequenos animais. Além disso, animais silvestres podem transmitir doenças graves. Não alimente animais.
Os animais podem acabar se acostumando com a comida que oferecemos e passar a invadir os acampamentos em busca de alimento, danificando barracas, mochilas e outros acampamentos;

— Não retire flores e plantas silvestres. Aprecie sua beleza no local, sem agredir a natureza e dando a mesma oportunidade a outros visitantes;

— Ande e acampe em silêncio, preservando a tranquilidade e a sensação de harmonia que a natureza oferece. Deixe rádios e instrumentos sonoros em casa;

— Trate os moradores da área com cortesia e respeito. Mantenha as porteiras do modo que encontrou e não entre em casas e galpões sem pedir permissão.
Seja educado e comporte-se como se estivesse visitando casa alheia. Aproveite para aprender algo sobre os hábitos e a cultura do local;

— Evite usar cores fortes que podem ser vistas a quilômetros e quebram a harmonia dos ambientes naturais. Use roupas e equipamentos de cores neutras, para evitar a poluição visual em locais muito frequentados.
Para chamar a atenção de uma equipe de socorro, tenha em sua mochila um plástico ou tecido de cor forte, em caso de emergência;

— Incentive e pratique a convivência positiva entre visitantes, condutores/guias, proprietários de áreas privadas e administradores de áreas protegidas e unidades de conservação, obedecendo aos regulamentos que se aplicam a cada local.

— Apóie as organizações de defesa do meio ambiente e prestigie seus programas, projetos e ações com contribuições, trabalho voluntário, ou associando-se a elas, quando for o caso. A ética e a prática de mínimo impacto estão sendo adotadas em todo o planeta. Seguindo estes princípios de mínimo impacto e os divulgando, você estará ajudando a preservar os atrativos turísticos, sejam naturais ou não, mantendo-os sempre na melhor condição para você e para os demais visitantes.

Os Dez Mandamentos do ecoturista:

1. Amarás a Natureza sobre todas as coisas.
2. Honrarás e preservarás o bom humor;
3. Estarás sempre pronto a colaborar;
4. Serás capaz de te adaptares aos imprevistos;
5. Utilizarás os serviços dos guias credenciados;
6. Não reclamarás;
7. Não invocarás o nome do guia em vão, para perguntar se falta muito para chegar;
8. Não considerarás chuvas, atoleiros ou pontes quebradas como imprevistos;
9. Não poluirás o meio-ambiente.
10. Preserve e Respeite a biodiversidade, não polua as nascentes, os leitos e margens, não destrua as matas ciliares, não degrade o meio ambiente e compartilhe a sustentabilidade.

Os Cinco Mandamentos do ecoturismo:

1. Da natureza nada se tira a não ser fotos.
2. Nada se deixa a não ser pegadas.
3. Nada se leva a não ser recordações.
4. Andar em silêncio e em grupos pequenos.
5. Respeitar uma distância dos animais, evitando gerar stress.

 

  Passeios ecológicos

Na atualidade, o avanço tecnológico e o apelo consumista da mídia afastam as pessoas da natureza, das matas e da ecologia. O problema é mais evidente quando toda essa natureza está ao alcance de nossas mãos dentro de nossa cidade: Sana.

Sana e região são privilegiadas quando pensamos em pontos de turismo ecológico: Pedra do Peito de Pombo, do Frade, alto da Glória, Serra da Boa Sorte, Cabeceira do Sana, as várias cachoeiras, antiga Igreja de São José, entre outros. Favorecidos pela natureza, o Sana proporciona passeios ecológicos e de aventura para crianças, jovens e adultos, ideal para Escolas, viabilizando uma "aula de campo" que diverte, educa e desperta o interesse pela natureza.

É importante aqui lembrar que muitos dos sítios ecológicos do Sana só devem ser visitados com monitoramento de guias preparados para tal função.

A Serra de Macaé é prodigiosa em ruínas históricas que poderão ser conhecidas através de contato com a Equipe Desema. Muitas ruínas estão escondidas na Serra de Macaé. A maioria são cemitérios dentre o século 17 e 19, em estado precário de conservação. Também perdido na serra está o Quilombo de Carukango, está sendo estudado uma expedição para localização e mapeamento deste Quilombo com uso de GPS (equipamento de posicionamento com uso de satélites). Cada roteiro reserva diferentes opções de recreação específica para o local e importante frisar que se impõe certas regras que devem ser seguidas e que pequenas atitudes diárias e mudanças de hábito podem contribuir com a proteção do meio ambiente. Todos podemos fazer nossa parte. Veja como: a atual sociedade de consumo vem alterando de forma cada vez mais perigosa a biosfera. No capitalismo a função da natureza é exclusivamente de promover recursos, mas em contrapartida as consequências são extremamente negativas.
Do ponto de vista ambiental o mundo passa por uma série de modificações, devido a esse processo percebemos o fim do petróleo, escassez de água e aquecimento global, tudo isso fruto da sociedade industrial consumista.
O homem esquece que quando promove a destruição da natureza ele está se autodestruindo pois esse é parte integrante da natureza, esquece também que os elementos da natureza (hidrosfera, atmosfera, litosfera, animais, plantas entre outros) possui uma relação de interdependência.
A Hipótese Gaia, do grego “mãe Terra”, divindade que também recebia o nome de Gea, é uma nova visão de mundo, diz que a natureza poderá impor limitações à existência da vida humana no planeta. Algumas das limitações podem ser percebidas, como o aquecimento global, ou efeito estufa, fenômeno que se caracteriza pelo aumento da temperatura média do planeta, provocando aumento dos níveis das águas oceânicas, além de mudanças climáticas com efeitos imprevisíveis.
Com base nestes problemas alguns grupos começaram a se preocupar, dando início a vários movimentos ambientalistas e o despertar da consciência ecológica, é lógico que isso não ocorre de forma homogênea nos governos das maiores potências, pois vários acordos são gerados, muitos não são cumpridos para não comprometer a prosperidade econômica.

Hoje existem muitos movimentos ambientalistas, em sua grande maioria se tratam de ONG´s (Organizações não Governamentais), que lutam para preservar a natureza, dentre muitas podemos citar o Greenpeace, grupo de defesa ecológica, SOS MATA ATLÂNTICA, no Sana - a ONG Pequena Semente e o Fundo Mundial para a Natureza, os movimentos em defesa surgiram principalmente a partir da década de 1960 e 1970.
Qual caminho seguir na preservação ambiental num mundo moderno em que não há maneiras de retroceder em condição de vida? Primeiro é preciso um despertar da sociedade, que é o agente das questões ambientais, tanto positivas quanto negativas.
Atualmente existem várias correntes de pensamentos de preservação, o conservacionismo (consiste no pensamento de que a prioridade é a natureza com uma preocupação de conservação para as demais gerações), desenvolvimentismo ecológico (consiste no pensamento de que o mundo pode continuar crescendo economicamente de forma sustentável) e ecocapitalismo (corresponde ao pensamento capitalista de obter vantagens com as questões ambientais).
Em busca de soluções para os problemas ambientais são realizados, ocasionalmente, conferências, congressos, acordos para discutir as possíveis maneiras de solucionar ou pelo menos amenizar, alguns dos principais eventos mundiais estão o Rio 92, Protocolo de Quioto, Rio +10 e outras, além de outras discussões no campo acadêmico. Em suma todos os questionamentos acerca dos problemas ambientais devem ser encarados de forma coletiva, pois não é só o poder governamental que deve ter compromisso, mas sim todos os cidadãos podem participar cada um fazendo sua parte.
Outra grande possibilidade de exploração turística no Sana é a observação de pássaros: O Sana possui uma enorme variedade de pássaros.
Integrantes do COA /RJ (Clube dos Observadores de Aves do Rio de Janeiro), pesquisaram a região e em apenas meio dia de trabalho encontraram 75 espécies diferentes de pássaros, o que, segundo eles, indica que a região possui o dobro. Tico-tico, tiê sangue, tangará, joão tenenem, canários da terra, rabilonga, corujas, gaviões, bacurais, quero-quero, juritis, periquitos e diferentes sabiás, beija-flores, saíras, pica-paus, martim pescador, são algumas das espécies encontradas.

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