Sana - 6º Distrito de Macaé

"O PARAÍSO DAS ÁGUAS"


Caminhadas...

O trekking é uma atividade física, aeróbica, com marcada presença no conjunto muscular das pernas e quadril. Na tradução para o português a palavra trekking nos remete a caminhar, trilhar, andar. A mais remota e conhecida forma de deslocamento desde que o homem ascendeu a qualidade de bípede. A caminhada em si não faz sentido a não ser que esteja acompanhada de alguma motivação, seja ela física ou psíquica. Podemos ir mais longe e dizer que o ato de caminhar também pode transcender estas questões e ser uma forma de relaxamento, prazer, convívio com a natureza ou consigo mesmo. Sendo uma atividade que pode ser praticada por qualquer pessoa em qualquer idade (ressalvo feito àqueles que estão há muito tempo sedentários), o trekking é muito acessível do ponto de vista financeiro e muito seguro a nível físico. 

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Em qualquer lugar pode se praticar o trekking. Há belíssimos locais para a prática no Sana:

* Pedra do Peito de Pombo - uma das maravilhas naturais do Sana. Trata-se de formação rochosa a +/- 1300 m de altitude que, vista de determinados ângulos, assemelha-se a silhueta de um pombo pousado sobre a rocha. É um desafio para montanhistas que chegam de todas as regiões do pais para escalá-lo. Do alto, avista-se todo o litoral de Macaé, Rio das Ostras, Barra de São João, Búzios e Cabo Frio. São três horas e meia de caminhada, a partir do Arraial do Sana e existem condutores para aqueles que não conhecem a trilha, que é ladeada por capoeirões e pastos.
A caminhada inicia-se no caminho que levas às cachoeiras do Vale do Peito de Pombo. Logo no início se atravessa um rio de águas cristalinas, daí em diante só trilhas que seguem o curso do rio e passam por várias cachoeiras de forte correnteza. Após uma hora e meia de caminhada, é preciso atravessar um córrego e iniciar o trecho mais penoso. Cruza-se um longo e inclinado pasto e adentra-se na Mata Atlântica. Após subir um trecho muito inclinado chega-se a um paredão, onde se tem uma bela visão do Peito de Pombo. O Peito de Pombo é a pedra do meio.

* Pico do Frade - formação rochosa de 1.800 metros de altitude, situada na divisa dos Distritos de Sana e Glicério. Para a sua escalada os interessados devem contatar a Equipe Desema. O trekking é uma atividade sem fronteiras (ou quase, pois a expansão urbana e as cercas são limitadores perigosos!) que poderá ser praticada em qualquer época do ano sem a utilização de muitos acessórios e podemos ir mais longe e dizer que o ato de caminhar pôr si também pode transcender estas questões e ser uma forma de relaxamento, prazer, convívio com a natureza ou consigo mesmo.

Travessia Lumiar (Nova Friburgo) ao SanaA travessia que começa em Boa Esperança de Lumiar passando por São Bento e terminando no Sana, e descanso de uma hora na Cachoeira Roncadeira, com 80m de altitude. Colonizada por suíços no início do século 19, a região foi rica produtora de café até 1930 quando houve a crise e Getúlio Vargas mandou suspender esta atividade. Depois os moradores que sobreviveram à urbanização passaram a viver da cultura da banana e agora suas principais fontes de renda são o turismo e a pecuária. Há muita gente de fora no Sana, inclusive ex-hippies, e que exploram o comércio local.

* Travessia Bicuda x SanaUma caminhada de 5 horas saindo do centro do Sana, via Alto da Glória, entre os distritos da Bicuda Pequena e Sana, na Serra de Macaé. No trajeto encontram-se as Cachoeiras do Escorrega, Lage e Gamela, no distrito da Bicuda Pequena, em Macaé.  É uma atividade leve, recomendada para qualquer pessoa, mesmo iniciantes ou sem condicionamento físico em 15 km de trilha pela mata atlântica.  O trekking é a rotina dos amantes do meio ambiente, uma modalidade esportiva e recreativa que vem atraindo cada vez mais adeptos emMacaé. No roteiro, trilhas por áreas descampadas, matas, riachos e picos. Alguns deles, inclusive, pontos turísticos da cidade e também da região.

A travessia é um trekking clássico da região, que proporciona ao trilheirobelas paisagens com uma sequência de cachoeiras e rios em todo o percurso.Seu ponto mais elevado é o alto da Serra Queimada (1473 metros de altitude),com uma vista sensacional tanto de dia quanto à noite, podendo ser vistatambém a Pedra do Peito do Pombo, algumas cidades litorâneas e o sol nascendono mar. Caminhada de Nível Pesada, com 18.690 metros de extensão e 1145metros de desnível, pode ser realizada em 6 a 8 horas de caminhada.

* Cabeceira do Sana - Pode até existir lugar igual, melhor não há. A Cabeceira do Sana é um lugar de belezas inconfundíveis e únicas. A região fica localizada entre o Arraial do Sana e o Frade. São onze quilômetros cortados pela estrada principal (Sana x Frade) margeada pelo encantador rio Sana. São vários os atrativos naturais que fazem turistas e moradores suspirarem fundo com suas belezas, a saber: a Cachoeira das Andorinhas com uma queda d'água incrível e maravilhosa; o rio Sana serpenteando a localidade com mais de 11 quilômetros de extensão com dezenas de corredeiras, poços e pequenas quedas d´água em todo o percurso. Além de vários outros córregos de beleza incomparável.
O visual do nascer e pôr do sol na Cabeceira do Sana é um dos mais lindos da região, por ser uma área de terreno mais alta em relação ao resto do distrito, proporciona um espetáculo da natureza sem igual. Pra quem gosta de caminhadas leves a Cabeceira do Sana é o local ideal, por possuir uma via pública sem grandes desníveis. Mais se o que você procura é um trekking mais radical, temos várias trilhas e estradas vicinais que levam o visitante a estado de êxtase total, com uma fauna e flora rica em variedades e esplendor incomparável.  Outra atração turística muito procurada na Cabeceira do Sana são as igrejas para o turismo religioso ou contemplativo pelas suas belezas únicas e história nelas contidas, aqui falamos da Igreja Católica São José Homem Justo e da Igreja Presbiteriana.


Passeios ecológicos...

Sítio Ecológico e o Quilombo do Carukango
Ruínas datadas entre o século XVII-XIX podem ser encontradas em alguns lugares na serra de Macaé. Não possuímos quaisquer informações técnicas sobre estes locais, apenas informações coletadas de moradores e de Jane Marinho e Conceição Franco, que são duas historiadoras que trabalham no Centro Cultural de Macaé.
Visite o sítio ecológico... CLIQUEAQUI

Poucas pessoas sabem, mas em Macaé existiu um Quilombo quase tão importante quanto o Quilombo dos Palmares. O Quilombo de Carukango era um desses agrupamentos que ameaçavam a ordem da Colônia. 

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No início do século XIX, quando a cultura da cana-de-açúcar, atrelada ao escravismo, expandia-se pelo norte fluminense e a fuga de escravos da fazenda de um importante proprietário rural da região, deu origem à formação de um dos maiores quilombos que se tem notícia no Estado do Rio de Janeiro. Situava-se na Serra Macaense, mais precisamente num platô localizado na Serra do Deitado, parte da atual Serra da Pedra Branca e era liderado por um príncipe e feiticeiro moçambicano conhecido por Carukango. O quilombo de Carukango desenvolvia diversas atividades agrícolas, além da caça e da pesca. Os quilombolas viviam sobre um único abrigo, em forma de barracão, e resistiram por quase duas décadas até ser destruído e sua população dizimada. Quer saber mais? CLIQUE AQUI

O fenômeno atual do rápido crescimento do turismo no mundo vem trazendo algumas importantes reflexões para governos, mercados, pesquisadores, ambientalistas e comunidades. Sabe-se que o turismo pode contribuir sensivelmente para o desenvolvimento sócio-econômico e cultural de amplas regiões e, ao mesmo tempo, em poucos anos, pode degradar o ambiente natural, as estruturas sociais e a herança histórico-cultural dos povos.
Há, no Brasil, uma grande lacuna por parte dos gestores públicos em entender que os governos, em todos os níveis, possuem papel central no desenvolvimento sustentado do turismo e, com a popularização do ecoturismo milhares de pessoas procuram os ambientes naturais para a prática de atividades de lazer que vão desde um simples passeio até a prática de esportes de natureza.

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A natureza precisa ser tratada com cuidado e respeito, não é possível realizar trabalhos de limpeza e recuperação da mesma forma como acontece nas cidades. Portanto, a proteção e a conservação dos destinos visitados depende muito do seu comportamento. Você visitante pode e deve ajudar a evitar e ou minimizar os impactos que o turismo pode trazer a uma determinada localidade, basta seguir as recomendações apresentadas a seguir: 

01 - Certifique-se de que você possui uma forma de acondicionar seu lixo em sacos plásticos para trazê-lo de volta. Aprenda a diminuir a quantidade de lixo, deixando em casa as embalagens desnecessárias;

02 - O salvamento em ambientes naturais é caro e complexo, podendo levar dias e causar grandes danos ao ambiente. Portanto, em primeiro lugar, não se arrisque sem necessidade;

03 - As cachoeiras do Vale do Peito de Pombo só devem ser visitadas com acompanhamento de guias e o ingresso de visitantes ao vale é controlado a partir do ponto de apoio, no caminho das cachoeiras, pelos membros do Sana Circuito das Águas e fundamentado em resolução nº 004 do Commads que limita o número máximo de visitantes nas cachoeiras em 400 (quatrocentos) pessoas por vez. Também não será permitida a prática de qualquer tipo de esporte ou tráfego de veículos motorizados e bicicletas, além do acesso de animais domésticos, limitando também as visitações diárias para o horário compreendido entre de 8h às 18h;

04 - Tenha certeza de que você dispõe do equipamento apropriado para cada situação. Grande parte dos acidentes e agressões à natureza são causados por improvisações, negligência e uso inadequado de equipamentos;

05 - Utilize as instalações sanitárias que existirem. Caso não haja instalações sanitárias (banheiros) na área, cave um buraco com quinze centímetros de profundidade a pelo menos 60 metros de qualquer fonte de água, trilhas ou locais de acampamento, em local onde não seja necessário remover a vegetação;

06 - Não construa qualquer tipo de estrutura, como bancos, mesas, pontes etc. Não quebre ou corte galhos de árvores, mesmo que estejam mortas ou tombadas, pois podem estar servindo de abrigo para aves ou outros animais;

07 - Resista à tentação de levar "lembranças" para casa. Deixe pedras, artefatos, flores, conchas etc. onde você os encontrou, para que outros também possam apreciá-los. Tire apenas fotografias, deixe apenas suas pegadas, e leve apenas suas memórias;

08 - Observe os animais à distância. A proximidade pode ser interpretada como uma ameaça e provocar um ataque, mesmo por parte de pequenos animais. Além disso, animais silvestres podem transmitir doenças graves. Não alimente animais. Os animais podem acabar se acostumando com a comida que oferecemos e passar a invadir os acampamentos em busca de alimento, danificando barracas, mochilas e outros acampamentos;

09 - Não retire flores e plantas silvestres. Aprecie sua beleza no local, sem agredir a natureza e dando a mesma oportunidade a outros visitantes;

10 - Ande e acampe em silêncio, preservando a tranquilidade e a sensação de harmonia que a natureza oferece. Deixe rádios e instrumentos sonoros em casa;

11 - Trate os moradores da área com cortesia e respeito. Mantenha as porteiras do modo que encontrou e não entre em casas e galpões sem pedir permissão. Seja educado e comporte-se como se estivesse visitando casa alheia. Aproveite para aprender algo sobre os hábitos e a cultura do local;

12 - Evite usar cores fortes que podem ser vistas a quilômetros e quebram a harmonia dos ambientes naturais. Use roupas e equipamentos de cores neutras, para evitar a poluição visual em locais muito frequentados. Para chamar a atenção de uma equipe de socorro, tenha em sua mochila um plástico ou tecido de cor forte, em caso de emergência;

13 - Incentive e pratique a convivência positiva entre visitantes, condutores/guias, proprietários de áreas privadas e administradores de áreas protegidas e unidades de conservação, obedecendo aos regulamentos que se aplicam a cada local.

14 - Apóie as organizações de defesa do meio ambiente e prestigie seus programas, projetos e ações com contribuições, trabalho voluntário, ou associando-se a elas, quando for o caso. A ética e a prática de mínimo impacto estão sendo adotadas em todo o planeta. Seguindo estes princípios de mínimo impacto e os divulgando, você estará ajudando a preservar os atrativos turísticos, sejam naturais ou não, mantendo-os sempre na melhor condição para você e para os demais visitantes.

01. Amarás a Natureza sobre todas as coisas.
02. Honrarás e preservarás o bom humor;
03. Estarás sempre pronto a colaborar;
04. Serás capaz de te adaptares aos imprevistos;
05. Utilizarás os serviços dos guias credenciados;
06. Não reclamarás;
07. Não invocarás o nome do guia em vão, para perguntar se falta muito para chegar;
08. Não considerarás chuvas, atoleiros ou pontes quebradas como imprevistos;
09. Não poluirás o meio-ambiente.
10. Preserve e Respeite a biodiversidade, não polua as nascentes, os leitos e margens, não destrua as matas ciliares, não degrade o meio ambiente e compartilhe a sustentabilidade.

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1. Da natureza nada se tira a não ser fotos.

2. Nada se deixa a não ser pegadas.

3. Nada se leva a não ser recordações.

4. Andar em silêncio e em grupos pequenos.

5. Respeitar uma distância dos animais, evitando gerar stress.

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